Jornalismo

Profissão Repórter 18-11-2014: Histórias de pessoas que querem mudar de sexo

Nesta terça-feira 18/11/2014, tem mais uma edição do seu Profissão Repórter. Em São Paulo, a repórter Danielle Zampollo conheceu Luciano Palhano, que é coordenador do IBRAT –  Instituto Brasileiro de Transmasculinidade. A insatisfação de Luciano com o próprio corpo começou a ser percebida na adolescência. Aos 18 anos, ele passou a trocar informações pela internet com outras pessoas que tinham os mesmos problemas de aceitação do seu gênero. Luciano descobriu quais cirurgias poderia fazer e quais hormônios deveria tomar para começar o processo de masculinização. Tudo foi feito de forma clandestina e a cirurgia de retirada das mamas teve graves complicações.

Luciano nos levou a uma roda de conversa, uma espécie de terapia em grupo, que acontece todas as sextas-feiras no CRT/DST-AIDS – Centro de Referência e Treinamento em doenças sexualmente transmissíveis e AIDS, em São Paulo.

O trabalho é coordenado pela psicóloga Maria Lucia Macedo, que nos conta que a espera por uma cirurgia de mudança de sexo pelo SUS, em São Paulo, dura em média dez anos. Só na capital paulista, mais de 3200 pessoas estão na fila.

A repórter Danielle acompanhou o início do processo de masculinização de Christian, um jovem de 24 anos que conseguiu uma vaga para fazer todo o tratamento pelo SUS.

O repórter Caco Barcellos reencontra Laerte, o cartunista criador do “Piratas do Tietê” que conheceu na década de 70. Na época, Laerte usava bigode, militava no partido comunista e em movimentos sindicais. Laerte casou três vezes e teve três filhos. Aos 54 anos, ele decidiu assumir sua transexualidade. Desde então Laerte se tornou um símbolo da militância transgênera no Brasil.

Os repórteres Eliane Scardovelli e Emílio Mansur viajaram aos Estados Unidos para conhecer crianças que não se identificam com o sexo que nasceram. No estado do Maine, encontraram a família do casal Clara e Chris que tem quatro filhos. Um deles é Jay, que nasceu Jamima, uma menina. Aos dois anos de idade, antes mesmo de aprender a falar frases completas, já dizia aos pais: “eu menino”.

Na cidade de Kansas, no centro oeste dos Estados Unidos, a equipe do Profissão Repórter conheceu Avery. Aos cinco anos, o menino Avery começou a usar vestido de princesa todo dia e não tirava nem para dormir. A própria Avery contou que foi difícil dizer para a família que queria ser uma menina. Achou que os pais iriam abandoná-la. A família perdeu muitos amigos depois que decidiu apoiar a transformação do filho.

O namoro entre transexuais e o relato de pais que ainda tentam se acostumar com a transexualidade dos filhos também fazem parte do próximo Profissão Repórter.

O Profissão Repórter vai ao ar nesta terça(18), logo depois de Sexo e as Negas.

Divulgação: TV Globo

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Sobre o autor

Marina Heringer

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